Tenho andado a fazer uma série de asneiras, nomeadamente no que respeita a deitar-me a horas. Eu preciso de 8 horas de sono e não adianta tentar recuperar no dia seguinte porque já vou estar com dores de cabeça.
Antes, a medicação e uma noite de sono eram suficientes para aplacar a besta. Actualmente, passo blocos de dias, a medicar-me de 8 em 8 horas, sem ter melhorias.
Assim, estou novamente a obrigar-me ao meu plano de apagão digital, pelas 21h00 e cama pelas 22h00. Mais tardar às 23h00, as luzes têm de estar apagadas porque me estou a levantar às 07h00.
E sim, não é dejá vu. Eu já escrevi isto e mais que uma vez. Por esse motivo voltarei ao registo "A regra do Seinfield", que em 2014 tinha este aspecto:
Lamento informar (para quem só chegou agora e pensava que isto era um blog de uma guru do destralhar) que só irei mudar as horas.
Mas a verdade é esta: dormir a horas, é o meu hábito-chave. É este hábito que mais impacto tem no meu dia-a-dia e até na minha saúde física e mental.
A ideia do sono bom mitificou-se ao ponto de se tornar uma fantasia para boa parte da população. Teresa Paiva, neurologista, defende uma revolução social que devolva ao sono a importância que ele tem. Para que a moda de falar do sono não seja apenas isso e leve a uma alteração de comportamentos."
Actualmente, estou a tentar voltar para o meu horário 06:30 (acordar) / 21h00 (apagão digital) / 22:00 (na cama, nem que seja para ler um livro).
Durante o período em que mantive esse horário, foi quando dormia melhor e me sentia melhor. E com férias, nem tenho desculpas para não ir para a cama cedo.
Esta entrevista é muito interessante, reforçou as minhas convicções da importância da higiene do sono e confesso que sacudiu um pouco o que eu entendo por "bom dormir".
Por vezes tenho a noção do quanto da minha vida está neste blog. Basta olhar para o calendário de publicações. Tudo a correr muito bem em Janeiro e Fevereiro e a partir de Março tudo parece ter descarrilado:
- deixei de me deitar e acordar a horas
- deixei de fazer o PVC
- deixei de fazer marmitas de forma consistente
- deixei de planear as minhas tarefas, chegando a ponto de falhar prazos (com pouca relevância, mas ainda assim)
- deixei a (pouca) produtividade no trabalho chegar a níveis embaraçosos e que interferem no meu bem-estar (níveis de stress)
- passei a alimentar-me pior
- passei a dormir pior
...
Poderia continuar.
Nos últimos dias tenho tentado retomar hábitos mais saudáveis, nomeadamente no que respeita a dormir, que considero ser o meu hábito-chave, que se reflecte em vários outros aspectos do dia-a-dia.
Porém, tem sido difícil. Mesmo este fim-de-semana prolongado, por exemplo, deito-me entre as 21h30 e as 22h00 e ainda assim acordo às 7h30 cansada, depois de acordar diversas vezes durante a noite.
Por isso, vou concentrar os meus esforços na singular tarefa de dormir bem.
Objectivos para o fim de semana prolongado:
- fazer a limpeza da casa ( terminar hoje)
- fazer a limpeza da casa da minha mãe
- lavar o carro (porque não me apetece fazê-lo quando parece que vai chover a qualquer minuto)
- meter gasolina no carro
- reparar o forro de um blazer para doar (preciso de aprender mais para tal empreitada)
- terminar de costurar umas calças tipo pijama (hoje)
- trocar a roupa de inverno pela roupa de verão
- fazer almôndegas, hambúrgueres e picado de peito de frango para congelar
- preparar a marmita de 2ª feira (fazer sopa) (hoje)