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Destralhar

Plano B da Vida

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Plano B da Vida

Destralhar livros

Está meio mundo - a.k.a. redes sociais - a criticar a Marie Kondo por ousar dizer que os livros também são para destralhar, se não nos derem ALEGRIA

 

Ela ousou tocar no altar dos livros e os fanáticos saíram todos à rua: os livros não são suposto dar alegria, mas (inserir treta à escolha), os livros são sagrados, os livros são os nossos amigos... 

 

Caros/as amiguinhos/as,

a não ser que tenham uma edição que mereça especial protecção por razões históricas, ou uma herança familiar ou qualquer coisa do género, os livros são celulose encadernada. Se perderem um exemplar de uma obra, não faltarão livrarias, bibliotecas e alfarrabistas para resolver o problema. Podem valer mais ou menos, mas em última análise, o objecto que temos em casa é papel impresso.

 

Por isso, é claro que é um objecto como qualquer outro, a destralhar se for caso disso. Podemos romantizar a posse dos livros, mas na verdade, é mais uma justificação que damos a nós mesmos/as para manter algo.

 

Eu tenho plena consciência de que não preciso dos mais de 500 livros que tenho em casa (muitos deles ainda não lidos), ainda mais quando visito a biblioteca semanalmente e tenho dezenas de livros gratuitos no leitor digital (NetGalley). 

 

Na verdade, já considerei vender toda a minha biblioteca, mas acabei por perder a coragem. Eu gosto de livros, mas sei que eles são a minha tralha emocional. Mais cedo ou mais tarde, terei de lidar com isso. 

 

Acho extraordinário o que indigna as pessoas, nestes dias.

Parede nº 2 - Destralhar livros ou o dia em que tirei 150 fotografias

Na sequência da mudança de umas estantes, fui forçada a esvaziar todas as estantes da casa. Voltei a ser confrontada com os meus livros técnicos que são fonte de angústia emocional pois estão associados a um grande se... se eu voltar a precisar deles... se necessitar de voltar a essa profissão... se ficar desempregada... se...

 

E foram caríssimos. Uma verdadeira fortuna e são mais que uma centena. Tentei vendê-los embora com a consciência de que não fui muito agressiva e consistente nesses esforços. E continuavam lá... a ocupar espaço que necessitava para coisas que realmente utilizo e que realmente desejo. 

 

Tirei-os de uma estante e voltei-os a colocar nessa estante, numa outra divisão. Era uma barreira que não conseguia ultrapassar. De repente fez-se luz. Eu não estava a seguir as minhas regras: um passo de cada vez.

 

Fui honesta comigo própria e concluí que não conseguia dispor deles sem tentar novamente vendê-los. Mas eles não precisavam de estar a ocupar o meu precioso espaço na estante. Guardei-os todos no fundo de um armário que tem pouca utilização por ser um canto de difícil acesso.

 

Mas antes, montei o tripé da máquina fotográfica e fotografei todos os livros para os colocar à venda. Alguns, decidi de imediato que seriam para doar, dada a sua especificidade.

 

A estante ficou vazia para a utilização que realmente desejava dar-lhe e a angústia atenuada. Os livros ocupavam (de forma compacta) as 6 prateleiras: 

 

 

Destralhar na cozinha

A Margarida disse: é um desafio constante. E eu concordo plenamente. Até que uma rotina se instale é um desafio constante para manter-mos a motivação. Mais, há sempre algo que não conseguimos destralhar num primeiro momento e que, algum tempo depois, se evidencia ainda mais a sua inutilidade.


 


Ontem, decidi voltar a pegar nas revistas de culinária. De entre as revistas destralhadas, havia deixado algumas para análise posterior, nomeadamente aquelas em que identificasse pelo menos 3 receitas que desejasse manter. Claro está que após diversos meses, continuei sem abrir as revistas, quanto mais experimentar as receitas. 


 


Por isso, ontem decidi destralhar diversas revistas - cerca de 20. E como prémio, ainda descobri entre elas 2 revistas da DecoProteste e 2 revistas de decoração. Não faço ideia de como foram lá parar. 


 


Instalei-me no sofá, enquanto ouvia música e os noticiários, com uma tesoura, um saco para o papel a reciclar e um monte de revistas.


 



 


Ao conjunto, aditei uma capa que ficou vazio, 3 livros de culinária que nunca foram usados e alguns itens que descobri escondidos num armário:


 



 


E desse lado? O que destralharam hoje?