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Destralhar

Plano B da Vida

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A busca da felicidade

O tempo parece desaparecer em meio à busca da felicidade, mas apenas quando visto como objetivo que exige perseguição contínua. Esta descoberta acrescenta profundidade ao crescente corpo de trabalho sugerindo que a busca da felicidade pode enfraquecer ironicamente o bem-estar.

 

Ao contrário de outros objetivos, perseguir a felicidade raramente leva a alcançar a felicidade (Schooler, Ariely, & Loewenstein, 2003). Em vez disso, buscar a felicidade com mais frequência, ironicamente, diminui a felicidade, fazendo com que um ato anterior de busca da felicidade induzisse o comportamento contínuo dedicado ao mesmo objetivo (ou seja, atos de busca da felicidade). Como essa espiral de busca de felicidade pode formar a própria experiência? Nós propomos que o processo único de perseguir a felicidade como um objetivo mantém as pessoas envolvidas em um estado de recursos limitados enquanto buscam a felicidade. Especificamente, porque a busca de objetivos (isto é, felicidade) requer um investimento de tempo, e porque a felicidade é um objetivo que muitas vezes nunca é plenamente realizado, a busca da felicidade deve fazer com que as pessoas antecipem a necessidade de dedicar mais e mais tempo para a busca contínua de felicidade e, como resultado, sentir como se tivessem cada vez menos tempo disponível para eles no presente.

 

Vanishing time in the pursuit of happiness 

 

Resumindo, não podemos deixar que as tarefas conduzentes a atingir objectivos, não se tornem a única vida que vivemos.

"Donos das nossas escolhas..."

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Foto de MARK ADRIANE no Unsplash

 

Este fim de semana, inspirada pelo Passion Planner e recentes acontecimentos na minha vida pessoal, decidi mudar de atitude.

 

Eu simplesmente não me posso dar ao luxo de continuar a procrastinar. Em dois minutos a vida anda para trás e fico presa em casa, com todo o trabalho que ia fazer "depois". 

 

Fiz uma lista ambiciosa para sábado que cumpri (a custo, porque levava sempre o rabinho para a cadeira em frente ao computador) e isso trouxe-me um fantástico domingo em família.

 

Fui mais intencional com as minhas relações, nomeadamente dando mais responsabilidade à minha sobrinha mais velha; fazendo uma actividade, há muito desejada pela do meio; abstendo-me de criticar uma pessoa (quando o meu nível de irritação era tão alto que já tinha um discurso preparado); e finalmente ligando o skype para falar com uma prima adolescente que vive noutro país, que há três dias tentava ligar-me (e que vou evitando, na medida do possível... ela não pára de falar e o Justin Bieber entra a conversa demasiadas vezes).

 

Ainda usei a noite (enquanto aguardava um programa de tv) para terminar três mini projectos (menos de 30 minutos), que me permitiu destralhar dois objectos para a casinha deles. Entregues esta manhã. 

 

Manter a agenda aberta - algo que não ando a fazer - lembrou-me que tinha de preparar algo para a minha mãe, para a manhã seguinte.

 

Hoje, comecei por destralhar alguns materiais para doar, na esperança que sejam úteis nas vendas de natal. Só preciso de embelezar uns saquinhos e pronto a vender. 

 

Aliás, destralhar a casa vai mesmo ser um ponto em que vou reforçar esforços.

 

No trabalho, a preparação que fiz nos dias anteriores, levou a um início de manhã muito produtivo. 

 

 

Por isso, cara Cristina de há 10 dias atrás, como vês, as coisas melhoram. É preciso respirar:


 

Um sábado "perfeito"

Passei o dia a fazer limpezas, a estender roupa, a apanhar roupa... Ainda assim, foi um sábado com sabor a "perfeito". Porque fiz tudo aquilo a que me propus fazer. Uma lista enorme, todos os itens riscados, apesar da tentação de me sentar ao computador e ver vídeos no YouTube ou qualquer outra coisa.

 

Tentei motivar-me mantendo a agenda aberta e lembrando-me do porquê de estar a fazer essas tarefas hoje.

 

Foco no trabalho:

  • terminar uma tarefa e enviar um email com os resultados.

Porquê?

  • Porque a poderia ter terminado ontem e procrastinei;
  • Porque queria poupar-me a indignidade de ma pedirem pronta e não estar.

 

Foco em casa:

  1. Limpeza da casa da minha mãe;
  2. Limpeza da minha casa;
  3. Cortar moldes de uma camisola;
  4. Lavar a cabeça, logo pela manhã;
  5. Lavar roupa;
  6. Limpeza profunda à casa de banho.

Porquê?

  1. Porque ajudar a minha mãe nas limpezas e higiene pessoal faz parte das minhas responsabilidades pessoais (as mais importantes, neste momento);
  2. Porque queria não ter de fazer limpeza no domingo (tornando-o num segundo dia de limpezas) ou receber a minha família com a casa suja;
  3. Porque queria ter tudo pronto para tentar costurá-la no domingo;
  4. Para não ter de repetir a limpeza da casa de banho, nomeadamente dos cabelos no chão (ao secar...sou só eu?).
  5. Para aproveitar o fim de semana para a secar e as àguas para a limpeza da casa de banho;
  6. Porque já não me lembrava da última vez em que tinha limpo as paredes de azulejo.

Agora, posso ir tomar um duche antes de me deitar, sabendo que amanhã de manhã estou livre para descansar, antes de me divertir a costurar uma camisola com a minha sobrinha.

 

Intencionalidade.