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Destralhar

Plano B da Vida

Destralhar

Plano B da Vida

Respirar

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Photo by Tim Goedhart on Unsplash

 

Ando um pouco sem rumo. Sei que as coisas não andam bem porque voltei a saltar refeições (o primeiro sintoma), sinto-me cansada (física e mentalmente) e doente. Olho para este quadro, numa tentativa de fazer uma auto-avaliação, e salta-me à vista que as coisas não andam bem.

 

Não me tenho divertido, nem tenho encontrado conforto nos meus livros. A casa está um caos, com materiais para arrumar ou sacos para destralhar e a casa de banho precisa de ser limpa... já!

Não tenho feito nada para doar - algo que estava na minha capacidade fazer. Descurei as minhas amizades ao ponto de, quando tentei corrigir, ter descoberto diversas más notícias. Não tenho tempo para nada, que é o mesmo que dizer que não tenho sabido gerir o meu tempo.

 

As minhas finanças pessoais estão estáveis mas depauperadas, o que é sempre um foco de ansiedade.

 

Sinto que estou a 50% no trabalho, e sei que isso é evidente para quem me rodeia e me faz sentir muito diminuída.

 

Mas hoje, apesar do meu confessionário, não posso deixar de olhar em redor e dar graças pela saúde que tenho, para cuidar dos meus e de ter um emprego que me permite ter comida na mesa, o que não é garantido a todos.

 


Respirar:

A rata...

Tenho a casa com farinha por todo o lado. As únicas pegadas são as entrada da sala, minhas, porque me esqueci que tinha farinha no chão.

 

Com o truque da farinha descobri que o rato está no meu armário (walk-in), rodeado por:

- roupas que precisava de ter vestido esta manhã;

- a tábua de passar a ferro que precisava para passar a camisola que vesti esta manhã;

- o estendal da roupa que precisava ontem, para estender a roupa que lavei.

 

Tudo isto, lembrei-me que estava dentro do armário, depois de ter tapado a frincha da porta com cartão e fita cola. Importa referir que esta "frincha" é maior do que habitual, para poder ver se deixei a luz ligada - foi intencional.

 

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Ando tão cansada e desgastada que hoje testei a paciência do meu superior hierárquico, apresentando-lhe sucessivas versões de um documento que alterava e passado 2 minutos já não sabia como fundamentar. Chegou a um ponto que ele só disse anote, mas eu ouvi bem o que estava por detrás dessa palavra e senti-me envergonhada e frustrada.

 

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E agora o rato não aparece e vai para o diabo da caixa. Com a minha sorte, é uma rata e já está a procriar dentro do meu armário.

Volto a fechar o armário e ouço-o esgravatar o cartão ou lido com uma caixa com um rato a tentar libertar-se, lá para as 4 da manhã?

 

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Hoje, literalmente tive de escolher entre a minha mãe e o trabalho. Escolhi a minha mãe e ainda nem eram 7 da manhã. Uma manhã que seria longa.

 

 

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Estou a sentir-me pessimamente, com o que irei fazer ao rato.