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Destralhar

Plano B da Vida

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Plano B da Vida

Destralhar livros

Está meio mundo - a.k.a. redes sociais - a criticar a Marie Kondo por ousar dizer que os livros também são para destralhar, se não nos derem ALEGRIA

 

Ela ousou tocar no altar dos livros e os fanáticos saíram todos à rua: os livros não são suposto dar alegria, mas (inserir treta à escolha), os livros são sagrados, os livros são os nossos amigos... 

 

Caros/as amiguinhos/as,

a não ser que tenham uma edição que mereça especial protecção por razões históricas, ou uma herança familiar ou qualquer coisa do género, os livros são celulose encadernada. Se perderem um exemplar de uma obra, não faltarão livrarias, bibliotecas e alfarrabistas para resolver o problema. Podem valer mais ou menos, mas em última análise, o objecto que temos em casa é papel impresso.

 

Por isso, é claro que é um objecto como qualquer outro, a destralhar se for caso disso. Podemos romantizar a posse dos livros, mas na verdade, é mais uma justificação que damos a nós mesmos/as para manter algo.

 

Eu tenho plena consciência de que não preciso dos mais de 500 livros que tenho em casa (muitos deles ainda não lidos), ainda mais quando visito a biblioteca semanalmente e tenho dezenas de livros gratuitos no leitor digital (NetGalley). 

 

Na verdade, já considerei vender toda a minha biblioteca, mas acabei por perder a coragem. Eu gosto de livros, mas sei que eles são a minha tralha emocional. Mais cedo ou mais tarde, terei de lidar com isso. 

 

Acho extraordinário o que indigna as pessoas, nestes dias.

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