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Destralhar

Destralhar

24
Nov17

Numa relação de amor-ódio com as redes sociais

Social media bots threaten democracy. But we are not helpless

 

Que fique claro que eu adoro tecnologias, o maravilhoso mundo da internet e até redes sociais. O meu problema é como as utilizamos e como elas nos utilizam a nós.

 

A generalidade das percepções é que são ferramentas benevolentes, até inócuas. Afinal de contas, onde está o perigo em partilhar umas fotos com amigos?

 

Porém, até aí estamos a ser "geridos". O nosso mural não é apenas uma série de publicações, por ordem cronológica, do que publicam os nossos amigos ou páginas que seguimos. É uma síntese, criada por uma empresa, daquilo que eles acham que nós queremos ver e que, por isso, se transforma naquilo que efectivamente vemos. E é aí que entra a manipulação, nomeadamente em eleições, como vimos acontecer nos EUA.  

 

Bring together advances in neuroscience, the ability to analyze massive amounts of behavioral data and the proliferation of sensors and connectivity and you have a powerful recipe for affecting society though computational means.

 

 

Por outro lado, as ferramentas estão criadas para captar a nossa atenção CONSTANTEMENTE. Eu tenho de exercer um sistemático auto-controlo para não passar horas em diversas páginas (chamo a isso uma personalidade aditiva). 

 

E voltamos ao tópico inicial.

 

Há algum tempo, criei uma conta no Twitter, porque senti que era uma rede social mais voltada para os tópicos/notícias, em vez das pessoas. Era uma forma de me ligar ao mundo, de ser uma cidadã mais informada e (esperava eu) consciente.

 

Porém, há pouco tempo percebi que, apesar de encontrar utilizadores e conteúdos que melhoraram consideravelmente os meus conhecimentos sobre alguns tópicos, a generalidade era ruído. 

 

E o ruído que chega nem sempre é verdadeiro e íntegro. Sobre um tópico controverso, porque me interessava, procurei informações adicionais (TV e jornal) e formulei a minha opinião.

Dias depois, descubro que afinal havia informação adicional (a coisa não era bem assim) e que isso mudava a minha percepção inicial. Fiquei convencida que o objectivo era mesmo esse: ocultar informação que iria retirar sensacionalismo a notícia, gerar indignação.

Note-se que não publiquei nada sobre o tópico, mas sei que, mesmo que só mentalmente, fui a ovelha a seguir o rebanho do costume. Se tivesse publicado algo, teria até criado uma imagem de mim que é errada. E eu quero ser mais que isso.

 

Apaguei a minha conta. Se não contribui para melhorar a minha vida, é tralha.

 

Os meus mecanismos de defesa:

- na página pública de FB onde passo mais tempo, desactivei as mensagens, que levava a que muitas pessoas me contactassem para colocar dúvidas ou conversar; continuo a disponibilizar o email para isso, mas os contactos diminuíram consideravelmente; reduzi a sua utilização ao mínimo;

- não tenho apps de redes sociais instaladas no telemóvel; acedo apenas através dos navegadores de internet;

- combato o sentimento de exclusão/ necessidade de informação com podcasts informativos em que confio.

22
Nov17

Semana Europeia da Prevenção de Resíduos

De 18 a 26 de Novembro assinala-se a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que promove o prolongamento da vida de objectos que de outra forma iriam parar ao lixo, através da reutilização. 

 

Nos últimos anos, tenho me esforçado por diminuir a minha pegada ambiental, reduzido o que consumo e o que desperdiço. Uma das coisas que tenho tentado fazer é comprar usado, sempre que possível remendar reparar tudo que ainda possa ter vida útil. 

 

WP_20171122_001.jpg

Sinceramente, foi muito mais difícil explicar à minha mãe porque estava a remendar um pijama, cuja manga encolheu, que executar a tarefa.

 

Mas vale a pena? É tão barato? 

 

Para mim, os custos são muito elevados: no bolso e na consciência (os custos ambientais do tecido, as fábricas que são uma forma de escravatura).

 

Por isso, deixem-me com o meu remendinho. Cá entre nós, até acho que ficou giro.

19
Nov17

Taleigo AMIgo

 Diz a definição que Taleigo é um saco longo e estreito, que serve para transportar comida. Antigamente faziam-se taleigos dos pedaços de tecidos que se tinham e até roupa velha era usada. O resultado final dependia da imaginação de cada um. Rebuscando esta nossa antiga tradição e tendo em conta que a costura voltou e está para ficar, a AMI – Assistência Médica Internacional, em parceria com a Companhia das Agulhas – escola de costura e malha, lança o projecto “Taleigo AMIgo – embrulhar com sentido a favor da AMI”. A ideia é juntar costureiras voluntárias para a causa – combater a pobreza e ser amigo do ambiente.  

 

 

Uma excelente ideia para destralhar os restos de tecido que andam lá por casa. 

 

 

 

 

 

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