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Destralhar

Plano B da Vida

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Direcções... de insta a slow

instagram

Há poucas semanas decidi criar uma conta na rede social Instagram (#bookstagram). Adorei. O problema é substituí o tempo de ler livros e escrever sobre livros, pelo o de olhar para fotografias sobre livros. 

As horas dos dia não esticam, pelo que tive de escolher a minha prioridade. Isto porque, a minha natureza aditiva, associada aos incentivos para esse efeito, criados pela própria ferramenta, tornam impossível que a utilize com moderação. 

Por isso desinstalei a aplicação.

 

Notícias falsas

Cheguei a ver, como muitas/os o vídeo de uma feminista que molhava homens num metro, se estes estivessem sentados com as pernas abertas. Achei que era mais um vídeo de conteúdo, feito para ser conteúdo e ignorei-o. Recuso-me a andar a reboque do mais recente "vídeo polémico" criado para gerar cliques. Querem discutir assuntos sérios, discutam-nos com seriedade.

Porém, a realidade é muito mais assustadora, se forem verdadeiras as notícias que é mais um instrumento da máquina de destabilização social que a Rússia parece ter criado. 

 

Exercício

Fiz uma pequena comparação (a olhómetro) entre o meu histórico de navegação de internet antes e depois da minha decisão de ler apenas "notícias" que considero importantes e cujos temas me comprometo a aprofundar. A diferença é abismal. 

 

Atenção que não deixei de fazer uma utilização lúdica da internet, simplesmente estou a ser mais intencional no que respeita a "notícias". 

A responsabilidade não é apenas dos jornalistas (mas também)

"A atenção mediática – que há tempos gastou horas e horas, também com repetições incessantes com os episódios que envolveram o Sporting, idem com as toupeiras ligadas ao Benfica ou com a perseguição de um fugitivo – não se interessou por aí além por um discurso cuja espessura de posicionamento superou muito a da rotina dos discursos."

 

Francisco Sena Santos escreveu um texto importantíssimo sobre o mediatismo dos assuntos de relevância jornalística e de como os jornalistas têm responsabilidade da informação que é circulada e como é circulada. 

 

Sinto-me cada vez mais puxada por aquilo que outros (e sabe-se lá com que intenções, porque continuamos a não ter a lista de jornalistas pagos pelo BES) consideram ser digno de notícia.

Os cabeçalhos de notícias que, na verdade não são mais que coscuvelhice, dominam os canais e somos nós que os alimentamos, cada vez que neles clicamos. 

 

Esta semana, vou ser intencional com a minha forma como respondo à agenda jornalística. Vou "dar" os meus cliques (porque leio mais do que vejo) às matérias que considero ser importantes, em vez daquelas que me captam a curiosidade. 

 

Primeira acçãoouvir o discurso (15 minutos) referido no texto, porque foi feito em nome dos portugueses e representa o nosso posicionamento em política externa.

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