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Destralhar

Plano B da Vida

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A destralhar a mente: exames médicos regulares

Hoje, tive um dia de trabalho horrível. Saí do emprego furiosa comigo mesma, por ter cometido erros ridículos, que culminaram num dia desgastante.

 

Quando cheguei a casa, decidi começar a destralhar a mente, fazendo um apanhado dos exames médicos que tenho de fazer, antes de duas consultas médicas que tenho agendadas para este mês.

 

Agora só preciso de entregar a lista de exames, para pedir as respectivas requisições, no posto médico. 

A doença do ter muito para fazer

Nos últimos dias, tenho reflectido sobre isso. É que depois de me remover do Facebook e de algumas publicações nos blogs, acabo por ficar com muito tempo livre. E a verdade é que, com o sentimento de alívio pela diminuição do stress, não veio um sentimento de felicidade e o preenchimento desse tempo com tarefas idealizadas. 

 

Na verdade, na última semana tenho-me sentido algo perdida - o que faço agora? - e culpada - eu não deveria estar a fazer algo?  

 

Abrandar, resistir à tentação de me manter sistematicamente ocupada (busy, busy, busy), está a ser muito mais difícil do que imaginava. 

 

Voltei a andar a pé. No final da tarde dou às sapatilhas e vou caminhar até à praia. 

 

Um episódio curioso.

Fui fazer uma caminhada, junto à praia, mas estava com os pés quentes e desconfortável.

Levei um livro comigo e sentei-me a ler, sentada num muro, de frente para um pôr-do-sol a anunciar-se. Às tantas olho para a minha esquerda e vejo um jovem sentado a ver o mesmo pôr-do-sol, mas descalço.

Tirar os sapatilhas. Não tinha ocorrido o óbvio. Tirei as sapatilhas. 

Este episódio diz muito de como utilizo o espaço público. Raramente o vejo como meu, como um local que posso usufruir livremente.

Não sei se é a minha natureza ermita ou um formalismo bacoco, mas é algo que quero mudar.