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Destralhar

Plano B da Vida

Destralhar

Plano B da Vida

Decidi concentrar-me nas coisas que fiz

São inúmeras, as coisas, que não fiz esta semana. Mas decidi concentrar-me no que fiz. Aqui ficam os meus destaques:

 

1. Obras

 

Finalmente, concluí a pintura na secção do tecto que estava a dar-me problemas. Com isso, finalmente terminou o lixar e pude arrumar muitas das ferramentas, plásticos que cobriam livros e entregar um escadote. 

 

Ontem, fiz a primeira grande limpeza pós-obras.  O problema com lixar estuques e massas é que o pó vai assentando ao longo de dias, pelo que as limpezas continuarão. 

 

Esta manhã, coloquei todos os tapetes a lavar. Esta tarde, vou lavar um cortinado e colocá-lo no sítio.

 

 2. Resgatado do lixo

 

Há tempos, passei com a minha mãe junto a uma loja de usados, que costuma colocar sacos de cruzetas junto aos contentores. Na altura ela mencionou que queria trocar algumas mais finas, por outras mais grossas. 

Mas já tinha passado o momento para parar e pegar nelas. Fui ficando atenta (é junto ao local de trabalho) e quando voltei a ver cruzetas, peguei no saco. 

Em suma: cruzetas para a mamã e cerca de 20 de metal fui levar à lavandaria.

 

3. Destralhados

 

Livros

Ando a destralhar alguns dicionários, gramáticas e guias de conversação, para os quais já não tenho utilidade. Mais um livro para o qual já não tinha utilidade.

Cozinha

Ao usar, pela 1º vez, uma assadeira que tenho há uns 15 anos, descobri que era demasiado grande. Surreal. Foi para casa dos meus pais.

Comprado

Voltei a enganar-me e comprei fio dentário em vez de fita dentária. De imediato contactei uma amiga, no sentido de doar a embalagem. 

Roupa

Porque tinha de gastar um cartão presente da H&M (expirava em Dez.), decidi aproveitar uma campanha de reembolso do shopping + vale de desconto na entrega de roupa usada. 

Ora, aproveitei para entregar duas peças de vestuário velhas, que estavam a ser utilizadas só para as obras. O problema é que entretanto facilitei e estraguei outras. Aproveitei e mandei também umas calças que tinha resgatado de uma rua, um dia, para doar.

A minha mãe quis juntar um fato, um blazer e uma camisa.  

 Só deixei ir a roupa não doável, as calças e a camisa, porque a roupa é vendida à tonelada e é indiferente se doam para reaproveitar (venda para países do terceiro mundo) ou para desperdícios têxteis. 

Preferi, obviamente, entregar a roupa doável a uma instituição local que lhe dará melhor uso.

 

4. Poda

 

Como começaram a cair as primeiras folhas, podei o arbusto das hortências e dos fetos. Assim, evito um futuro de varrer folhas dos pátios. 

Só depois de ver o que tinha no chão do pátio, é que percebi a quantidade que teria de carregar para o quintal. 

 

5. Compras

 

Tenho a possibilidade de ter uma panela eléctrica a custo zero. Mas continuo no meu objectivo de comprar produtos que durem uma vida e por isso, prefiro gastar um outro cartão presente, na compra de uma panela de pressão simples.

Com ela, desejo encontrar uma forma, energeticamente mais eficiente, de cozinhar leguminosas secas (e evitar as conservas). 

 

Tive de gastar 2 cartões presente que iriam expirar. Optei por peças básicas: 1 sapatilhas, 1 camisola de malha, de meia estação, 2 camisolas básicas de algodão biológico, 1 tshirt branca.

Para aproveitar uma campanha de reembolso do shopping, já adiantei a compra de dois presentes juvenis: 2 livros.

 

6. Natal

 

Já comecei a alinhavar a lista de presentes que quero fazer/comprar. Quanto mais cedo começar, menor é a probabilidade de acabar por comprar algo. Especialmente considerando que já comprei materiais (para anos anteriores) e não fiz os projectos.

 

 

O momento certo

Uma das grandes dificuldades de destralhar, é quando nos deparamos com objectos que possuem valor emocional, seja por um motivo ou outro. 

 

Uma das minhas "tralhas" emocionais são objectos da infância: cadernetas de cromos.

 

Mas hoje, uma amiga disse-me que uma das actividades preferidas do filho era pesquisar os "mais", o cão mais bonito, o homem mais alto... 

 

Não hesitei e fui buscar duas cadernetas de cromos, que eu tenho desde a idade actual dele (já lá vão uns 30+ anos). 

 

É incrível como me desfiz tão rapidamente de algo, a que me agarrei durante tanto tempo. Foi incrivelmente fácil. Chamem-me de romântica, mas realmente senti que as tinha guardado para ele. O meu sobrinho emprestado, que valoriza o conhecimento, seja este na forma de ensino clássico ou em curiosidades que tornam o mundo mágico.

 

Este miúdo foge da norma, nas formas mais extraodinárias. Por isso, espero que ele descubra nas cadernetas com os recordes do mundo, como ser-se diferente, pode ser muito especial.

 

[Se um dia leres esta mensagem, quero que saibas que gostei de ti desde o primeiro instante.] 

 

A simplicidade é a máxima sofisticação

A frase é atribuída a Leonardo Da Vinci e é a ilustração de uma caneca que a revista Máxima ofereceu com a sua revista de Outubro.

 

Há anos que não comprava uma revista deste género. Comprei-a por causa da caneca. Uma tralha inútil porque eu tenho canecas e a minha mãe tem uma colecção de canecas de onde eu me posso abastecer. 

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Por isso, é uma suprema ironia que a minha fraqueza, tenha sido comprar uma revista, por causa de uma caneca que diz: "A simplicidade é a máxima sofisticação.". 

 

Mais, o preto esborratado, que vêm na caneca é o resultado de uma lavagem (ainda sem estrear a caneca), em que a tinta dos dizeres começou a sair.

 

Ironia... suprema ironia.