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Destralhar

Plano B da Vida

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Plano B da Vida

Perdas

Sinto-me a perder referências. Primeiro foi Pedro Rolo Duarte, editor do primeiro jornal que comecei a comprar com o meu dinheiro - O Independente, a minha entrada para a idade adulta. 

 

Agora Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, que foi a minha casinha na adolescência.  

Para mim, o Zé Pedro sempre foi/será o Homem do Leme:

 

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

 

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

 

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

 

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

 

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

 

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

 

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

 

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

 

 

Em ambos os obituários, o profissional é apenas uma introdução para louvar a atitude para com a vida de cada um, a forma como marcaram as vidas de com quem eles privaram. 

 

Penso nisso com frequência, como guia das minhas acções. Quando morrer, como quero que se lembrem de mim?