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Destralhar

Plano B da Vida

Destralhar

Plano B da Vida

Pequenos passos

1.

Ontem tirei de casa uma dúzia de sacos diversos: para entregar a familiares, para doações e para reciclagem.

2.

Instalei uma app no telemóvel, para me motivar a beber água durante o dia.

3.

Fiz um assado só para mim.

4.

Fui fazer compras, antes que me acabasse o leite, cebolas e outros básicos.

5.

Esta manhã levei a minha garrafa reutilizável, para o trabalho e já bebi 300ml.

6.

Recolhi três sacos de diversos itens, que estavam junto a um contentor de reciclagem, que separei:

- um saco de plástico;

- um saco de têxteis não aproveitáveis;

- um saco com 17 calças de homem, demasiado manchadas para doar, mas que podem ser aproveitadas para mantas de abrigos de animais.

Ontem os sacos para a reciclagem, já saíram de casa.

7. 

Ajudei a minha mãe a encomendar uma peça para um electrodoméstico. E acabei por descobrir que também reparam máquinas de costura (vou ver se resolvo um problema com o meu pedal).

8.

Telefonei a uma amiga que está a passar por uma fase menos boa.

9. 

Dispus algum tempo para estar a falar com uma familiar (adolescente), a viver no estrangeiro (que adooooora falar).

Respirar

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Photo by Tim Goedhart on Unsplash

 

Ando um pouco sem rumo. Sei que as coisas não andam bem porque voltei a saltar refeições (o primeiro sintoma), sinto-me cansada (física e mentalmente) e doente. Olho para este quadro, numa tentativa de fazer uma auto-avaliação, e salta-me à vista que as coisas não andam bem.

 

Não me tenho divertido, nem tenho encontrado conforto nos meus livros. A casa está um caos, com materiais para arrumar ou sacos para destralhar e a casa de banho precisa de ser limpa... já!

Não tenho feito nada para doar - algo que estava na minha capacidade fazer. Descurei as minhas amizades ao ponto de, quando tentei corrigir, ter descoberto diversas más notícias. Não tenho tempo para nada, que é o mesmo que dizer que não tenho sabido gerir o meu tempo.

 

As minhas finanças pessoais estão estáveis mas depauperadas, o que é sempre um foco de ansiedade.

 

Sinto que estou a 50% no trabalho, e sei que isso é evidente para quem me rodeia e me faz sentir muito diminuída.

 

Mas hoje, apesar do meu confessionário, não posso deixar de olhar em redor e dar graças pela saúde que tenho, para cuidar dos meus e de ter um emprego que me permite ter comida na mesa, o que não é garantido a todos.

 


Respirar: