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Destralhar

Plano B da Vida

Destralhar

Plano B da Vida

Junho é o mês de recarregar baterias

Por vezes tenho a noção do quanto da minha vida está neste blog. Basta olhar para o calendário de publicações. Tudo a correr muito bem em Janeiro e Fevereiro e a partir de Março tudo parece ter descarrilado:

 

- deixei de me deitar e acordar a horas

- deixei de fazer o PVC

- deixei de fazer marmitas de forma consistente

- deixei de planear as minhas tarefas, chegando a ponto de falhar prazos (com pouca relevância, mas ainda assim)

- deixei a (pouca) produtividade no trabalho chegar a níveis embaraçosos e que interferem no meu bem-estar (níveis de stress)

- passei a alimentar-me pior

- passei a dormir pior

...

 

Poderia continuar. 

 

Nos últimos dias tenho tentado retomar hábitos mais saudáveis, nomeadamente no que respeita a dormir, que considero ser o meu hábito-chave, que se reflecte em vários outros aspectos do dia-a-dia.

 

Porém, tem sido difícil. Mesmo este fim-de-semana prolongado, por exemplo, deito-me entre as 21h30 e as 22h00 e ainda assim acordo às 7h30 cansada, depois de acordar diversas vezes durante a noite.

 

Por isso, vou concentrar os meus esforços na singular tarefa de dormir bem. 

 

 

Objectivos para o fim de semana prolongado:

- fazer a limpeza da casa ( terminar hoje)

- fazer a limpeza da casa da minha mãe

- lavar o carro (porque não me apetece fazê-lo quando parece que vai chover a qualquer minuto)

- meter gasolina no carro

- reparar o forro de um blazer para doar (preciso de aprender mais para tal empreitada) 

- terminar de costurar umas calças tipo pijama (hoje)

- trocar a roupa de inverno pela roupa de verão

- fazer almôndegas, hambúrgueres e picado de peito de frango para congelar

- preparar a marmita de 2ª feira (fazer sopa)  (hoje)

- entregar o livro na biblioteca x 2

O valor da nossa tralha

Há dias ouvia o autor do livro "The disciplined pursuit of less" referir-se ao "endowment effect" (efeito da dotação). 

 

O efeito da dotação é uma hipótese da psicologia (com reflexos na macro economia), segundo o qual uma pessoa atribui maior valor a uma coisa, apenas porque a possui. Numa outra perspectiva, nós exigimos muito mais para nos desfazermos de uma coisa, que para a adquirir. 

 

Essa valorização, explica muito da nossas dificuldades em destralhar ou até em doar, vender ou trocar as nossas coisas usadas. 

 

Um dos exemplos mais famosos do efeito dotação é de um estudo no qual os participantes receberam uma caneca. De seguida, foi oferecida aos participantes a possibilidade de a trocar por um itens igualmente valioso (em preço). O que aconteceu foi que os participantes exigiam o dobro do valor, para ceder a caneca (depois de ser sua) daquele pelo qual estavam dispostos a pagar para a adquirir.

 

Ora, racionalmente nós sabemos que esta propensão para valorizar mais os objectos que possuímos é errada. Ainda assim, é um desequilibro que nos surge naturalmente. 

 

Por isso, nada como usar o conhecimento, para nos esforçamos para usar a razão ao destralhar as coisas lá de casa. 

Mulher a sério...

Um dia disseram-me que uma mulher a sério usa maquilhagem. Mas existem vários discursos semelhantes: mulher a sério gosta de carteiras, roupas, sapatos...

 

Eu não tenho qualquer problema com essas coisas, mas irrita-me solenemente a contínua associação do feminismo a um conjunto de acessórios descartáveis.

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E assim vos deixo com a minha irritação da semana.