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Destralhar

Plano B da Vida

Destralhar

Plano B da Vida

A ver o que posso destralhar

Ontem, enquanto fugia da destralhagem das revistas de culinária, recordei-me que tinha nos arrumos dos meus pais uma saca com várias sacas, saquinhas e sacolas. Uma mala que usava na faculdade, bolsas de conferências, uma "banana", sacas térmicas de promoções, ofertas, etc.


 


Não hesitei. Peguei na saca, despejei tudo no pátio dos meus pais e comecei a inspecção. Só sobreviveu uma saca térmica Lipton (por ser alta e capaz de albergar uma garrafa de 1,5l (não fazia ideia que a tinha) e uns sacos da minha mãe. 


 


O resto foi metido noutra saca para ser colocado na parte de fora do portão da casa, na esperança que alguém lhe desse outra vida. O meu pai também  descobriu nova vida para duas pastas, que servirão no local de trabalho. 


 


O resto, foi levado, não sei por quem, mas certamente terão utilidade.


 



 


Ainda na casa dos meus pais, já destralhei (não tanto quanto desejaria) a "gaveta das canetas" e o meu pai, com os seus quatro copos de esferográficas e outro material de escrita está mesmo a pedi-las, não está?

Destralhar revistas de culinária - 2

 


No final do primeiro dia, impõe-se um ponto da situação. 


 


Consegui cumprir o objectivo principal: esvaziar a caixa que ocupava o balcão da cozinha e só a encher com itens dos quais prescindia. Para isso, o remanescente teria de caber nas três prateleiras de canto na cozinha. 


 


Na fase inicial achei que jamais iria conseguir. Larguei tudo meia dúzia de vezes, com desculpas diversas: o almoço, a roupa, arrumar, escrever...


 


Olhava para a revista e achava que iria necessitar dela: um crime deitar fora quando paguei x por ela. Mas cedo constatei que era raro ter mais de 2-3 receitas, em cada revista, que verdadeiramente interessavam.


 


Passou esse a ser o critério para as processar:


 


- revistas com mais de 3 receitas interessantes ficam para melhor análise;


 


- revistas com menos de 3 receitas interessantes são recortadas e passam à caixa.


 


A partir daí, depois de estabelecido o critério, foi muito rápido. E de certa forma, curioso. Descobri que, pelo menos desde 2002, sou membro do clube de consumidores da Pescanova. Encontrei fotos hilariantes do Manuel Luís Goucha, com um grande seu bigodaço. Descobri receitas que havia passado a papel com a máquina de escrever.


 


Ainda não processei os suplementos de cozinha que vinham junto das revistas de decoração. Mas também, o fim de semana ainda não acabou.